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Características

Os escorpiões são animais invertebrados. Apresentam o corpo dividido em tronco e cauda; quatro pares de patas, um par de ferrões (queliceras), um par de pedipalpos (em forma de pinça e que serve para capturar o alimento); um ferrão no final da cauda por onde sai o veneno. São também chamados de lacraus, picam com a cauda e variam de tamanho entre 6 a 8,5 cm de comprimento. Existem cerca de 1.200 espécies de escorpiões conhecidas; dentre estas destacamos duas, o Tityus bahiensis (escorpião marrom) e o Tityus serrulatus (escorpião amarelo), comuns em nossa cidade. Os escorpiões são animais terrestres, de atividade noturna, ocultando-se durante o dia em locais com terra, sombreados e úmidos, troncos de árvores, pedras,tijolos, construções, frestas de muros, dormentes de estradas de ferro, lajes de túmulos, entre outros. Esses animais podem ser encontrados tanto em áreas urbanas quanto rurais.

Os escorpiões são predadores, capturam e matam animais para se alimentarem como: baratas, grilos, cupins, aranhas de porte médio, etc. As espécies comuns em nossa cidade estão bem adaptadas ao ambiente urbano, onde seu principal alimento é a barata, desempenhando papel importante no equilíbrio ecológico.Tem como inimigos naturais as corujas, gaviões, sapos, algumas espécies de aranha e lagartos, entre outros. Apresentam hábitos noturnos, escondendo-se durante o dia sob cascas de árvores, pedras, troncos podres, dormentes de linha de trem, madeiras empilhadas, em entulhos, telhas ou tijolos e dentro das residências. Muitas espécies vivem em áreas urbanas, onde encontram abrigo dentro e próximo das casas, bem como alimentação farta. Os escorpiões podem sobreviver vários meses sem alimento e mesmo sem água, o que torna seu combate muito difícil. Na área urbana estes animais aparecem em prédios comerciais e residenciais, armazéns, lojas, madeireiras, depósitos com empilhamento de caixas e outros. Eles aparecem, principalmente, através de instalações elétricas e esgotos. São sensíveis aos inseticidas, desde que aplicados diretamente sobre eles. As desinsetizações habituais não os eliminam, pois o produto fica no ambiente em que foi aplicado e os escorpiões costumam estar escondidos. O fato de respirarem o inseticida ou comer insetos envenenados não os mata. São resistentes inclusive à radiação. Seu aparecimento ocorre principalmente devido a presença de baratas, portanto a eliminação destas em caixas de gordura e canos que conduzem ao esgoto é a principal prevenção ao aparecimento dos escorpiões. Não possuem audição e sentem vibrações do ar e do solo. Enxergam pouco, apesar de terem dois olhos grandes e vários pequenos. Seus principais predadores são pássaros, lagartixas e alguns mamíferos insetívoros.


Principais Espécies

Os escorpiões de importância médica no Brasil pertencem ao gênero Tityus, que é o mais rico em espécies, representando cerca de 60% da fauna escorpiônica neotropical. As principais espécies são: Tityus serrulatus, responsável por acidentes de maior gravidade, Tityus bahiensis e Tityus stigmurus. O Tityus cambridgei (escorpião preto) é a espécie mais freqüente na Amazônia Ocidental (Pará e Marajó), embora quase não haja registro de acidentes. As diversas espécies do gênero Tityus apresentam um tamanho de cerca de 6 a 7cm, sendo o Tityus cambridgei um pouco maior.


Também chamado escorpião amarelo, podendo atingir até 7cm de comprimento. Apresenta o tronco escuro, patas, pedipalpos e cauda amarelos sendo esta serrilhada no lado dorsal. Considerado o mais venenoso da América do Sul, é o escorpião causador de acidentes graves, principalmente no Estado de Minas Gerais. Distribuição geográfica: Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.


Apresenta colorido geral marrom-escuro, às vezes marrom-avermelhado, pernas amareladas com manchas escuras. Fêmures e tíbias dos pedipalpos com mancha escura. A mão do macho é bem dilatada. É o escorpião que causa os acidentes mais freqüentes no Estado de São Paulo. Distribuição geográfica: Bahia até Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.


Apresenta colorido geral amarelo-claro com um triângulo negro na cabeça e uma faixa longitudinal mediana e manchas laterais no tronco. Distribuição geográfica: Nordeste do Brasil.





Apresenta colorido geral castanho-avermelhado, com pontos de cor clara. O macho apresenta uma cauda mais longa que a fêmea.
Distribuição geográfica: Região Amazônica.





Apresenta colorido amarelo-escuro, com três faixas longitudinais quase negras, podendo haver pequenas variações na cor. Atinge cerca de 7cm de tamanho. Distribuição geográfica: Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.



Ciclo de Vida

A fêmea é vivípara, isto é, os filhotes desenvolvem-se dentro da mãe e o nascimento efetua-se por meio de parto, sendo a gestação de 2 a 3 meses, dependendo da espécie. Uma ninhada pode ter até 20 filhotes, os quais ficam nas costas da mãe até conseguirem se alimentar sozinhos. Os filhotes ficam adultos com cerca de um ano de idade. Os escorpiões vivem em média 3 a 4 anos. A espécie Tityus serrulatus só apresenta indivíduos fêmeas; os óvulos transformam-se diretamente em embriões que dão origem a novas fêmeas (processo denominado partenogênese), já o Tityus bahiensis apresenta os dois sexos.

Agravos para a saúde

Os escorpiões possuem uma quantidade muito pequena de veneno na glândula, mas de grande atividade tóxica. Todas as espécies de escorpião podem inocular veneno pelo ferrão, sendo considerados animais peçonhentos. A gravidade do envenenamento varia conforme o local da picada e a sensibilidade do acidentado. A gravidade do acidente deve ser avaliada pelo médico, o qual tomará as decisões sobre o tratamento a ser ministrado. Os acidentes geralmente ocorrem quando se manuseia material de construção ou entulho em residências e são mais comuns na primavera e no verão. O veneno é rapidamente absorvido pela pele e músculos, deslocando-se para o sangue, rins, pulmão e sistema nervoso. A maior ação ocorre no sistema nervoso, com efeitos locais e sistêmicos. O envenenamento por estes animais causa dor local intensa, que se irradia por todo o corpo, podendo ainda ocorrer inchaço e vermelhidão leves no local da picada. A dor causada se torna tão intensa que o paciente entra em choque neurogênico, o que pode levá-lo à morte. Outros efeitos visíveis, além da dor, são: aumento de todas as secreções; perturbações respiratórias; paralisia respiratória; choque devido ao aumento da pressão sanguínea; alterações cardíacas; vômitos; cólicas intestinais; diarréia; aumento da urina com emissão involuntária desta; tremores musculares; convulsões; paralisias musculares e outros.


Soros

O soro antiescorpiônico é uma solução purificada de anticorpos específicos para uso no envenenamento por escorpiões do gênero Tityus. Não pode ser usado para acidentes com aranhas. Nos casos benignos, onde a dor é suportável, a soroterapia é dispensada pelo médico após a aplicação de anestésicos locais e o desaparecimento da dor.


A soroterapia deve ser feita em:


  • Crianças menores de 7 anos;
  • Adultos idosos;
  • Adultos em que a dor persiste após a aplicação de analgésicos locais.

Em acidentes com escorpiões pode ser usado, eventualmente, o soro antiaracnídico polivalente (que possui uma parte de anticorpos contra o veneno de escorpiões), mas este é, geralmente, menos usado por causar reações alérgicas e choque. O soro deve ser aplicado o mais rápido possível, com a maior segurança e presteza. É inoculado por via endovenosa e só pode ser feito em hospitais, por médicos e enfermeiros autorizados pelo Ministério da Saúde.

O soro não é fornecido a pessoas para uso em animais ou mesmo para armazenamento.


Medidas Preventivas

Para evitar condições propícias ao abrigo e proliferação de escorpiões, deve-se adotar as seguintes medidas:


  • Manter limpos quintais, jardins, sótãos, garagens e depósitos, evitando acúmulo de folhas secas, lixo e demais materiais como entulho, telhas, tijolos, madeiras e lenha;
  • Ao manusear materiais de construção, usar luvas de raspa de couro e calçados;
  • Rebocar paredes e muros que apresentem vãos e frestas;
  • Vedar soleiras de portas com rolos de areia;
  • Usar telas em ralos do chão, pias ou tanques;
  • Acondicionar o lixo em recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos que servem de alimento aos escorpiões;
  • Realizar roçagem de terrenos;
  • Manter berços e camas afastados das paredes;
  • Examinar calçados, roupas e toalhas antes de usá-los.



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